segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Violência Gratuita



Nonsense. Essa é a palavra exata para descrever o filme Violência Gratuita, pois sinceramente não há uma explicação para os acontecimentos nem os porquês de tanta aflição e ódio, só uma forma de fazer com que nós o público continuemos a ver o filme sem desviar a atenção da tela mesmo com tanta violência.
Funny Games é um remake do diretor Michael Haneke e narra a historia de uma família que vai passar o feriado em sua casa em Long Island e acabam se tornando reféns de dois adolescentes que passam a torturá-los sem motivo. Logo no começo do filme notamos que há algo de errado com esses dois adolescentes interpretados pelos atores
Michael Pitt (Paul)e Devon Gearhart (Georgie), em uma ótima atuação, pois há uma atitude muito estranha neles. Com uma narrativa que mantém o telespectador entretido e tenso ao longo do filme, ele ridiculariza a forma como os filmes de hoje são editados e previsíveis, logo no começo do filme notamos isso,quando em meio a uma música clássica começa um rock pesado, fazendo com que haja uma interrupção da paz que existia ali em cena. E em partes do filme o personagem Paul que é o narrador, chega a se dirigir diretamente com o público quando pergunta, entre outras coisas, se estamos “do lado” da família que está aterrorizando. Ao propor questões como estas e forçar o público a reconhecer a manipulação constante nos filmes que vê, Violência Gratuita se torna um exemplo interessante de produção que não se interessa em “agradar” o espectador (ao contrário, é frustrante ao extremo), mas sim em se apresentar como objeto de estudo.




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